Orientações

Quem pode doar

  • Todos que estiverem em boas condições de saúde.
  • Pessoas com idades entre 16 e 69 anos (menores, somente com autorização dos pais por escrito).
  • Quem tenha dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas.
  • Pessoas que estejam alimentadas (não é aconselhável doar sangue estando em jejum).
  • Quem não tenha ingerido bebidas alcoólicas 12 horas antes da doação.
  • Nos casos de pessoas que tenham realizado refeições como almoço e jantar, ou ainda, ingerido alimentos gordurosos, é necessário um intervalo de 4 horas para doar.

Quem não pode doar

  • Pessoas que contraíram hepatite após os 10 anos de idade; que tenham hepatite B ou C; AIDS (vírus HIV); doenças associadas aos vírus HTLV I e II; que tenham comportamento sexual de risco; doença de Chagas; malária e que façam uso de drogas injetáveis.
  • Aqueles que passaram por transfusões no último ano.
  • Indivíduos que passaram por cirurgias nos últimos seis meses.
  • Pessoas que apresentaram febre nos últimos sete dias.
  • Gestantes ou mulheres que deram à luz recentemente e estão no período de amamentação.
  • Quem foi tatuado no último ano.
  • Aqueles que exerçam profissões ou atividades que apresentem riscos físicos para si ou para os outros, e que não tenham condições de interromper suas atividades funcionais por, pelo menos, 12 horas após a doação; por exemplo, operadores de máquinas de corte e prensa ou motoristas de veículos coletivos.
  • Trabalhadores que usam andaimes ou que trabalham com voos, entre eles, os paraquedistas – por exercerem atividades arriscadas, devem interrompê-las por, pelo menos, 24 horas após a doação.
  • Indivíduos que ingeriram bebidas alcoólicas nas 12 horas.
  • Pessoas que passaram por extrações dentárias nos últimos 7 dias.
  • Remoção de tártaro e outros procedimentos com anestesia local (exemplo: obturações) nos últimos 3 dias.
  • Quem deseja saber apenas resultados de exames para doenças transmissíveis, nestes casos indicado procurar o Centro de Testagem e Aconselhamento(CTA) do seu município.

Informações Pós-doação

Após a doação é necessário seguir algumas orientações:

  • Ainda na Sala de Doação, é necessário descansar entre cinco e 10 minutos e evitar dobrar o braço. Para isso, o Banco de Sangue de Sertãozinho disponibiliza uma equipe de profissionais que monitora os doadores.
  • Em seguida, é recomendado que o doador dirija-se à Sala de Lanches para se alimentar, já que é importante elevar o nível de açúcar no sangue e iniciar a reposição de sais minerais, através de líquidos.
  • É preciso aguardar por uma hora para dirigir veículos automotores.
  • É adequado não ingerir bebidas alcoólicas durante cinco horas.
  • Pede-se que o doador beba grande quantidade de líquidos durante o dia e realize refeições.
  • É prudente evitar carregar pesos e realizar exercícios físicos.
  • Orienta-se não fumar durante uma hora.

O que acontece com o sangue doado?

Todos os tipos de sangue são úteis e não há nada que os substitua. Após a doação, o sangue é fracionado em hemocomponentes, sendo que as hemácias têm validade de até 35 dias, o plasma fresco congelado e o crioprecipitado podem durar por um ano, e as plaquetas têm a durabilidade de até cinco dias.

O sangue doado que apresenta sorologia negativa é estocado, conforme normas e transfundido em pacientes que dele necessitam. Mas o sangue com sorologia positiva é descartado. Neste caso, o Banco de Sangue de Sertãozinho entra em contato com o doador para transmitir orientações e fazer o encaminhamento médico. Tudo é realizado de forma sigilosa.

O organismo repõe o plasma em cerca de um dia após a doação e os demais componentes em algumas semanas.

Aproximadamente após sete dias a “carteirinha de doador” estará disponível para retirada no Banco de Sangue de Sertãozinho. Ela apresenta o tipo sanguíneo do doador e os resultados dos exames realizados.

Dúvidas Frequentes

O intervalo que deve ser respeitado entre uma doação e outra é diferente para homens e mulheres. Os homens devem aguardar 60 dias entre uma doação e outra e podem doar até 4 vezes por ano. Já as mulheres devem esperar 90 dias para repetir o procedimento, podendo doar até 3 vezes por ano.

Para doar sangue é necessário apresentar um documento original com foto, emitido por órgão oficial, como Carteira de Identidade, CNH (Carteira Nacional de Habilitação) ou Carteira de Trabalho.

O volume de sangue total a ser coletado é diretamente relacionado ao peso do doador. Para os homens não pode exceder a 9 ml/kg peso e, para as mulheres, a 8 ml/kg peso. Como o anticoagulante da bolsa é padronizado para um mínimo de 400 ml de sangue, uma pessoa com peso inferior a 50 kg não poderia doar o volume mínimo, pois além disso, ainda é necessário considerar a coleta de sangue para os exames.

A reposição do plasma ocorre em 24 horas e a dos glóbulos vermelhos em 4 semanas. O nível de ferro leva de 40 a 60 dias para ser restabelecido nos homens, e de 50 a 90 dias nas mulheres.

Sim, por isso é de extrema importância que durante a entrevista individual, o doador informe se está ou esteve fazendo uso de medicamentos e vacinas há pouco tempo. Em alguns casos, o impedimento da doação é temporário.

O diabético que não pode doar sangue é aquele que necessita de insulina ou hipoglicemiante oral para manter seu metabolismo de açúcar próximo da normalidade. Esses pacientes podem apresentar alguma reação que agrave seu estado de saúde se doarem sangue, ou seja, só podem doar sangue as pessoas que controlam o nível glicêmico com alimentação e exercícios.

Sim. Todo o material usado para a coleta de sangue é individual, descartável e estéril. Não há risco de o doador adquirir uma doença infecciosa com a doação de sangue.

Pessoas que passaram por cirurgia de grande porte devem aguardar de 6 a 12 meses para doar sangue. Quem passou por cirurgias de pequeno e médio portes, devem esperar por 3 meses. Para cirurgias odontológicas, extração ou manipulação dentária, o prazo é de 7 dias após o procedimento.

Sim, no período menstrual, desde que estejam se sentindo bem e que tenham o resultado do hematócrito dentro dos limites aceitáveis. Já a gravidez, impede a doação até 3 meses após o parto normal ou 6 meses depois da cesariana. O período de amamentação gera impedimento a menos que o parto tenha ocorrido há mais de 12 meses.

Mitos

Doar sangue é um dos atos de maior solidariedade que uma pessoa pode praticar, porém mesmo nos dias de hoje, com o enorme volume de informação disponível, muitos cidadãos ainda têm medo de se tornar doadores, por acreditarem em mitos que não possuem qualquer respaldo científico.

As crenças que prevalecem em algumas regiões do país surgem e persistem por causa de desinformação e da herança cultural. O que esses mitos não levam em consideração de forma alguma, é que o sangue doado ajuda tanto os pacientes com doenças crônicas, que necessitam dos seus hemocomponentes por toda a vida, quanto vítimas de acidentes ou pessoas que necessitam de cirurgias.

Conheça os principais mitos sobre a doação sanguínea!

Os mitos mais comuns relacionados à doação de sangue no Brasil, que só fazem aumentar o medo de quem poderia ser um doador em potencial, e que não correspondem à verdade são:

  • Doar sangue vicia;
  • Doar sangue engorda;
  • Doar sangue emagrece;
  • A doação faz o sangue engrossar;
  • A doação faz o sangue afinar;
  • Doar sangue dá coceiras;
  • Doar sangue dói.
Saiba quais são as verdades sobre a doação sanguínea!

Provavelmente muitas pessoas já ouviram falar que doar sangue é sinônimo de salvar vidas; o que é uma das verdades sobre este ato de amor ao próximo. Entretanto, outras verdades importantes sobre a doação de sangue devem ser destacadas:

  • Doar sangue é um ato extremamente seguro, não havendo qualquer tipo de risco para doador, já que todo o material utilizado é estéril e 100% descartável;
  • Após a doação, não é necessário repouso absoluto. O que se indica é que o doador evite esforços físicos extenuantes nas 12 horas seguintes após a doação;
  • O organismo repõe o plasma e as plaquetas doados em poucos dias. Já as hemácias levam mais tempo; por isso, é indicado que homens respeitem um intervalo de dois meses entre cada doação e as mulheres, um período de três meses;
  • A satisfação de beneficiar pessoas que não têm outra opção e dependem do gesto dos doadores voluntários, é imensurável.