Plasma convalescente: quem teve Covid pode ajudar outros pacientes a se recuperarem da doença

Plasma convalescente. O termo passou a ser bastante difundido durante a pandemia de Covid-19, mas, as perguntas que ficam são: você sabe o que é? Para que serve? E quando alguém pode ser doador deste hemocomponente? Vamos às respostas!

O plasma convalescente é a parte líquida do sangue coletada de pacientes que se recuperaram da infecção pelo coronavírus (SARS-CoV-2). “É neste hemocomponente que se concentram os anticorpos criados pela pessoa que teve Covid. A expectativa é que esse material ajude a combater a infecção viral, por meio de seus anticorpos”, explica a farmacêutica-bioquímica e diretora do Banco de Sangue de Sertãozinho, Dra. Cássia Pacca, que completa: “a característica do plasma convalescente ser rico em anticorpos é o que tem feito médicos e pesquisadores utilizarem esse hemocomponente a título experimental no tratamento de pacientes em estágio inicial de Covid-19, que apresentem quadro de tendência a complicações em decorrência da doença”.

Plasma convalescente: quem teve Covid pode ajudar outros pacientes a se recuperarem da doença

Doador de plasma convalescente – Para doar plasma convalescente, o procedimento é o mesmo das doações sanguíneas convencionais. Porém, é necessário que o doador que teve Covid-19 aguarde um período de 30 dias após a cura dos sintomas, para realizar a doação. Também é indispensável a apresentação do resultado do exame laboratorial de quando testou positivo para Covid.

De posse do exame comprobatório, a equipe técnica do Banco de Sangue adotará processos diferenciados de rotulação e armazenamento do plasma convalescente em relação ao plasma convencional. “Muitas pessoas têm dúvidas sobre o processo de coleta do plasma convalescente. Então, é preciso esclarecer que trata-se de uma doação de sangue convencional, cuja bolsa coletada será fracionada nos 4 hemocomponentes padrões. O que muda é o direcionamento da utilização deste plasma devidamente identificado como convalescente”, orienta Dra. Cássia.

Recuperada da Covid, Glete Aparecida de Abreu Cardoso Bunholi, técnica de enfermagem, não pensou duas vezes e decidiu doar sangue. “Passar pela Covid é um sofrimento enorme, um momento de muitas incertezas, pois nunca se sabe quando a doença pode evoluir de forma mais grave. Eu e minha família positivamos para Covid. Eu me recuperei mais rápido, graças a Deus, e como já cumpri o período de cura dos sintomas, compareci para doar, porque sei que minha doação pode contribuir com a recuperação de outras pessoas”, declarou.

Impossibilitada temporariamente de doar sangue, a advogada Dra. Raquel Bunholi, esposa de Glete, comprometeu-se a realizar sua doação tão logo obtenha aval médico. “Assim que meu nível glicêmico se estabilizar, certamente estarei doando sangue. Este foi um dos reflexos da Covid em meu organismo. Por isso, é importante que as pessoas se cuidem, usem máscaras e não se aglomerem enquanto a vacina não chega para todos”, refletiu. Além disso, como membro da Diretoria da 80ª Subseção da OAB/SP, Dra. Raquel vem se empenhando em parceria com o Banco de Sangue, para incentivar novos doadores em Sertãozinho e nas demais cidades abrangidas pela entidade.

A advogada Dra. Silvia Aparecida Pereira passou por história semelhante. Contraiu Covid e, recuperada, não abriu mão de ser solidária. “Fui agraciada por não ter complicações e não há forma melhor de agradecer a Deus pela minha recuperação do que doando sangue, e podendo ajudar quem está precisando”, disse.

Dra. Silvia (à esquerda) e Glete doam sangue após se recuperarem da Covid-19

Como doar sangue – Para agendar seu horário, basta que o doador entre em contato pelo WhatsApp (16) 98169-0001.

No dia da doação, é preciso comparecer ao Banco de Sangue de Sertãozinho devidamente alimentado (não é preciso estar em jejum) e apresentar documento oficial com foto (RG ou CNH). O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h e das 14h às 17h, e aos sábados, das 7h às 13h.

Podem doar sangue pessoas de ambos os sexos, com idades entre 16 e 69 anos, que pesem no mínimo 50 kg e estejam em boas condições de saúde. Menores só podem doar acompanhados pelos pais ou responsáveis legais e a idade limite para realizar a primeira doação de sangue é de 61 anos.

O Banco de Sangue de Sertãozinho fica à rua Epitácio Pessoa, 1.401 – Centro. Dúvidas sobre a doação podem ser esclarecidas no site (bssdoesangue.com.br) ou nas redes sociais da instituição (Facebook e Instagram – @bssdoesangue).

Adicionar Comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

Eu aceito a Política de Privacidade